Não, não tem nada a ver com física.
Embora esteja ligado fortemente a idéia de que tudo depende de um referencial.
É aquela velha história/ditado de que "depois que passa a gente ri". Tenho observado quantas coisas em alguns poucos anos de vida aconteceu comigo. Cada situação em que eu achava que era o fim ou o começo de algo. Ou que eu nunca ia conseguir superar ou dar um chute nos obstáculos. Quantos 'fim do mundo' eu achei que seria. Quantas pessoas tão diferentes eu reconheci ser todas iguais. E quantas tão importantes que eu nunca mais vi. No fim tudo é mesmo relativo, mas de certa forma sempre queremos tornar tudo importante. Ou damos valor excessivo ao desnecessário enquanto está acontecendo, ou valorizamos demais algo que esquecemos de aproveitar no passado. E passa mais algum tempo e as duas situações se tornam irrelevantes e você percebe que na verdade não há nada tão importante assim se você mudar seu referencial.
O que foi seu primeiro dia de aula no primário comparado ao seu primeiro beijo? Quão sofrida foi sentir uma traição se hoje você confia em outro alguém? Quantas noites de estudo você perdeu se hoje você é um profissional conceituado? E o dinheiro que hoje você consegue por ser esse profissional é mesmo necessário? Qual a diferença entre a vida animal e a "humana"? E o que essa vida toda significa para o planeta ou para o sistema solar? E se o sistema solar explodir, sumir, que diferença faz para as galáxias?
Agora descubra que significância isso que está te incomodando, ou aquilo que você tem tanto medo de fazer, tem para você ou para todo o universo.
"Só teremos consciência da nossa grandeza quando percebemos nossa insignificância."
sexta-feira, 13 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Dizendo aquilo tudo, quase sem falar.
Uma mania, por vezes inconveniente que eu tinha, era de falar exatamente tudo o que se passava pela minha mente no momento, e apoiava o conceito: sinceridade mesmo que machuque (esse eu ainda tenho, inclusive é o que mais afasta as pessoas de mim). Bom, eu sempre tive meus conhecidos por perto de alguma forma, então sentia a necessidade de falar tudo, me sentia melhor assim.
E repentinamente me vejo completamente solitária, meu mundo a aproximadamente 330 km de distância e pouco tempo disponível para conversas por outros meios.
Tem sido muito difícil, claro, mas percebi uma interessante diferença entre o que eu digo que sinto e o que eu realmente sinto. Não que eu estivesse mentindo antes, mas falar sobre minhas lembranças e idealizações fez com que esses sentimentos se tornassem presentes. E eu realmente senti.
Mas o engraçado é perceber que quando nada se fala, a única coisa que sobra é você. Só o que estava profundamente guardado em sua consciência.
Deixando de dizer, as coisas acontecem como deveriam, naturalmente. Não preciso dizer que acabou, as coisas simplesmente acabam sozinhas. Da mesma maneira que algo nasce, ou continua.
E dessa forma me reconheço, graças a tão temida solidão, que para mim se tornou uma dádiva.
Não preciso tolerar ninguém, eu tenho um mundo só meu, que por vezes deixo alguém entrar. Não preciso explicar, nem contar o que somente eu vou sentir.
As palavras eram valorizadas por mim, desde que viessem com atitudes. Mas essas mesmas palavras podem mascarar essas atitudes correspondentes, e nada disso se torna válido.
Portanto dispenso toda e qualquer palavra dita a mim, e a que digo aos outros. Pois tudo o que eu realmente quero dizer não se manifesta em minha voz.
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