quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Mudanças e Incertezas

Bom... pretendia fazer um resumo do meu ano, da minha graduação e etc..
Mas vou deixar para depois da formatura.

Agora só gostaria de registrar as incertezas que me rondam ultimamente.
Eu mudei muito nesses tempos, graças às dificuldades, principalmente.
Não foi fácil combater as crises de ansiedade sem remédios e a terapia tem me feito muito bem, além de me forçar a pensar novamente.

Hoje minha grande preocupação é decidir meu futuro.
Achei que seria mais fácil decidir uma pós-graduação depois de tudo que o que vivi na faculdade. Mas está sendo deveras complicado.
Estou feliz por ter boas oportunidades, mas apavorada pela pressão (criada por mim mesma) de escolher a melhor de todas.
Acho que nunca é fácil escolher o que vai fazer você construir seu futuro, mas não posso demorar mais tanto tempo.
Encasquetei que quero fazer doutorado direto e tenho opções em um ótimo centro de pesquisa em Campinas e duas opções na USP. Fora uma que eu já anulei em Ribeirão Preto senão eu iria enlouquecer.
Todas elas parecem ótimas, mas não são. Bastou alguns dias de reflexão e já eliminei uma das opções da USP. Queria mais tempo.

Também estou bem apavorada pois percebi, com ajuda da minha terapeuta (claro, nunca assumiria isso sozinha), que estou com medo de virar adulta. Na prática já sou, mas tenho uma impressão de que assim que eu me formar vou ter que fazer contrato com um estilo de vida, que não era para parecer chato, mas agora parece.
Parece um problema besta esse, mas está me afetando bastante. Começo a achar que estou presa em um monte de baboseira que criei na minha mente por auto-defesa e querer viver a mesma vida e mentalidade de quando tinha 16 anos.
Não é fácil assumir responsabilidades e ver que agora tudo precisará ser muito sério. E é lógico que na prática não é, no fundo a gente nunca muda tão drásticamente assim e as coisas idiotas nunca são proibidas de ser feitas só porque você não é considerado mais um adolescente. Mas eu me cobro e a vida é assim.

Não tenho, ainda, conclusão para esses sentimentos. Só queria registrar a fase mais perdida da minha vida e espero depois escrever outro texto dizendo o quanto eu estava sendo besta, porque, como sempre, tudo deu certo no final.

domingo, 28 de junho de 2015

Voltando..

Lembre-se sempre de não se deixar ficar dependente.
A dependência ilude, te afasta de você mesmo.

Alguns dias de solidão já foram suficientes para inverter os papéis, 
ficar de bem com o mundo.
Reviver nostalgias, boas e ruins.

A própria morte, sempre tão temida, 
passou de forma rude, mas não assustou.
Só ajudou a ver quanta coisa nessa vida a gente perde
por puro medo de viver.

Mas tudo bem, tudo começa com o primeiro olhar,
vem então a esperança de que tudo, ou pelo menos quase, irá melhorar.
Só a coragem é que sempre passa,.. espero que não dessa vez.




terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Transtorno

E não é que os orbitais embaralharam minha mente?

Já são quase três meses de luta contra essa confusão toda que se instalou na minha rotina.
Contra os pensamentos pelos quais não tenho controle, pensamentos que sempre tive, mas que nunca me incomodaram tanto. Contra as sensações de que tudo vai desmoronar a qualquer momento, que estou caminhando por um túnel sem fim e sem volta. Contra a morte iminente, ou no mínimo aparente, que proporciona momentos de extremo medo e terror.

A cada aperto no coração, a cada suspiro para que o ar não acabe, a cada parte do seu corpo trêmulo e a cada sensação de flutuar pelo chão, uma luta para me sentir 'normal' novamente. Uma luta para que minha mente pare só um segundo e eu possa relaxar e esquecer que isso vai demorar para passar.

Uma luta para acreditar que eu consigo continuar lutando.
E uma ansiedade para que ela pare de existir.

domingo, 29 de junho de 2014

Orbitais

Um dia inteiro de ansiedade e medo..
Quando chega o momento, já um pouco mais tranquila e confiante de que nada iria acontecer, fica apenas a atenção em cada movimento, em cada sensação.
Aproveitando o som, a vibração de cada batida, resolvi esquecer.
De repente algo de estranho começa a acontecer.. mãos suando, um frio na barriga, um certo sorriso no rosto..
Vem então uma sensação de que não daria para ficar de pé, sentei um pouco pra observar o que acontecia.
Me acostumei com a sensação e então levantei para dançar.
A música parecia infiltrar no corpo, não conseguia conter a vontade de dançar, de tocar.. O frio na barriga oscilava de tempos em tempos.
Por um momento achei estranho, o ambiente estava claro, achei que alguém teria acendido a luz.. 
até perceber que na verdade já era dia.

#CAS: 42542-10-9

quarta-feira, 5 de março de 2014

Vi tanta gente passar, tanta gente voltar, tanta coisa mudar..
Mas me encontro sozinha mais uma vez.
Acho que não evito mais pensar nas coisas ruins, na solidão, na gaiola em que me prendi.
Alguém me impulsionou a perceber tudo isso, ainda bem!
Talvez a vida não possa ser vivida numa inércia mental, não pra mim. Talvez isso é que tenha me incomodado a ponto de não querer viver mais 7 mil vezes assim.
Nada merece ser vivido mais de uma vez, por tão bom que seja, temos sempre algo que podemos melhorar, a criar, ou simplesmente aproveitar um pouco mais.
Perder é algo complicado, ao menos que a gente sempre veja o que podemos ganhar com isso. Parece impossível, mas não é.
E as mesmas 3 notas me fazem sentir coisas tão diferentes..

domingo, 15 de setembro de 2013

Tanto tempo para encontrar,
Pouco tempo para perder..

E agora temo o início do fim.

sábado, 7 de setembro de 2013

A ignorância é uma dádiva, ah é!
Nunca senti tanta saudade da ausência de conhecimento como agora.
 Disse por aqui que eu achava que podia ser eu mesma, mas acabei sendo um nada.
 Sinto que não sei mais do que gosto, do que preciso, do que temo.
Vivo por algo que não desejo tanto assim.
Minha fala já não acompanha meus pensamentos, meus sentimentos não duram mais de meio dia.
Sinto falta da liberdade que eu já tenho, mas ignorei.
Enquanto isso o tempo escorre pelos meus dedos, e todos os outros estão tão bem.
Se ao menos ignorante eu fosse, já estaria em outro mundo, com outro tudo, tão bem quanto todo mundo, no fundo, é.