Sem concentração, muitas coisas a fazer, muitos atrasos. E essa abstração (não sei outra palavra para definir isso) não passa.
Talvez seja um mecanismo de fuga, e mudei essa frase várias vezes pois demorei pra assumir.
E escrever 'você' quando estou falando sobre mim talvez seja também uma parte dessa fuga.
Também não são só três notas.. envolvem três discografias inteiras e mais qualquer música que esteja tocando no canal de blues da tv, que escutamos antes de dormir. Nem sempre sóbrios. Nem tão inconscientes.
E mesmo nesse embalo (pausa pras três notas - que estou ouvindo agora) tudo ainda estava desse jeito, meio abstrato, estático. Tentei recongelar o muro.
Fiz tudo da forma que eu não gosto: sem planejar, sem pensar, ponderar.
Por enquanto não me arrependi, mas querer recongelar o muro pode ter a ver com isso.
Não sei mais sobre o que eu estou falando, mas posso afirmar que esse abstrato no meio do embalo, durante os shows meia-boca, na cama cheia de blues com cheiro de álcool, nas despedidas ao nascer do sol e na incerteza da volta pros dias normais..é, não sei também o que afirmar sobre isso. Os planos sempre mudam, os conceitos sempre se transformam, e o que sobra é só agora.
As três notas estão aí: