quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Quebrando Correntes
Ultimamente um turbilhão de ideias vêm rondando a minha mente. Coisas simples, óbvias, mas nem sempre práticas. Críticas e ideologias que muitas pessoas expõe, mas acho que nunca vi ninguém fazendo.
Falo sobre internet. Acredito que ao ler agora o assunto alguém ja pensa: que merda!
De qualquer forma escrevo, antes de tudo, para mim mesma.
Dessa vez decidi rascunhar num caderno, nem me lembrava mais a forma da minha caligrafia. E já vou logo dizendo que não sou contra a internet, nem as redes sociais. Sou contra nosso modo de lidar com elas.
Alienação é uma palavra definitiva nesse assunto, mas poucos param para pensar no porquê. O significado que eu atribuí a ela está ligada ao nosso status presidiário. Queremos muito "exibir" e estamos esquecendo de "viver".
Estamos antenados a tudo o que acontece no mundo e arriscamos opiniões e soluções para todos os problemas alheios, exceto para os nossos.
A questão não é nem passar o dia inteiro conectado (olhando coisas úteis, ou fúteis), mas sim, quanto tempo passamos "aqui fora", fisica e mentalmente.
Hoje você valoriza alguém que pergunte como você está, que puxe assunto com você e até te chame para sair, mas isso é mesmo algo que possa se chamar de importância?
Se você excluir suas contas virtuais, ficar por fora dos assuntos comuns. Quantas pessoas você acha que vão te ligar ou aparecer na sua casa? E mesmo se aparecer, será que durará muito?
Isso parece meio melancólico, mas não é a intenção.
O problema está em como estamos deixando nossas vidas de lado. Não vejo mais atitudes, impulsos, nada.
Vejo pessoas programadas a fazer somente o que é determinado (a essa altura do campeonato nem consigo saber por quem): Cresça, estude, trabalhe, ganhe e busque sempre por dinheiro, compre coisas que você não precisa, faça coisas que você não tem vontade e morra.
Vejo pessoas acomodadas esperando acontecer as coisas que ela mesma quer, mas sem mover um dedo, pois não é o que está programado.
Isso não acontece só na internet, a cultura está toda assim, mas todos esses meios "globalizados" de comunicação agravam nossa cegueira e nos impede de enxergar e agir sobre essa situação.
Exclui meu facebook, e com certeza farei outro, mas precisava me desapegar e viver (entenda-se sentir) a minha vida e não a dos outros, além de enxergar e lembrar das pessoas além perfil, mural ou cartão de visita.
Mesmo que eu não possa compartilhar dessa perspectiva com muitas pessoas, eu me sinto melhor assim. Só tenho uma vida afinal, e não sei até quando durará. É triste que por não fazer parte do "programa" e mudar as etapas comportamentais estabelecidas, meus desejos, planos e etc dificilmente são realizados. Mas também sei que se não dão certo é porque não se encaixam às minhas escolhas, portanto, não valem a pena.
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