quarta-feira, 5 de março de 2014

Vi tanta gente passar, tanta gente voltar, tanta coisa mudar..
Mas me encontro sozinha mais uma vez.
Acho que não evito mais pensar nas coisas ruins, na solidão, na gaiola em que me prendi.
Alguém me impulsionou a perceber tudo isso, ainda bem!
Talvez a vida não possa ser vivida numa inércia mental, não pra mim. Talvez isso é que tenha me incomodado a ponto de não querer viver mais 7 mil vezes assim.
Nada merece ser vivido mais de uma vez, por tão bom que seja, temos sempre algo que podemos melhorar, a criar, ou simplesmente aproveitar um pouco mais.
Perder é algo complicado, ao menos que a gente sempre veja o que podemos ganhar com isso. Parece impossível, mas não é.
E as mesmas 3 notas me fazem sentir coisas tão diferentes..

domingo, 15 de setembro de 2013

Tanto tempo para encontrar,
Pouco tempo para perder..

E agora temo o início do fim.

sábado, 7 de setembro de 2013

A ignorância é uma dádiva, ah é!
Nunca senti tanta saudade da ausência de conhecimento como agora.
 Disse por aqui que eu achava que podia ser eu mesma, mas acabei sendo um nada.
 Sinto que não sei mais do que gosto, do que preciso, do que temo.
Vivo por algo que não desejo tanto assim.
Minha fala já não acompanha meus pensamentos, meus sentimentos não duram mais de meio dia.
Sinto falta da liberdade que eu já tenho, mas ignorei.
Enquanto isso o tempo escorre pelos meus dedos, e todos os outros estão tão bem.
Se ao menos ignorante eu fosse, já estaria em outro mundo, com outro tudo, tão bem quanto todo mundo, no fundo, é.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O que será capaz de aquecer o coração dessa cidade tão fria?
Tanta gente apressada, tanta gente vazia.
E quase tudo sendo deixado pra trás.
Não volto mais.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Férias.

Como naquela famosa lição de volta às aulas, escrevo sobre como foram minhas férias.
Passou um semestre desde que minha vida mudou completamente, tanto que ja não lembro muito bem como eu era antes disso. Na verdade acho que agora posso ser eu mesma, sem influências diretas, nem regras diretas. E eu não sabia, nem esperava, que eu fosse assim. Não foi uma surpresa ruim.
Caí no mundo e mal tentei resistir.
Mas as férias chegaram e entrei um pouco em conflito. O ambiente em que eu vivi por 14 anos, os amigos daqui, a família...fiquei um pouco perdida. Parece que tudo isso pertence a outra pessoa.
Tentei resolver coisas que, para mim, estavam mal resolvidas. Não deu muito certo, mas estou com a consciência limpa por ter tentado, as coisas se ajeitam com o tempo. Pensei em erros que cometi, mas que não tinha percebido antes. Percebi que a maioria das pessoas que conheço continuam me fazendo muito bem. Aconteceram choques ideológicos (daqueles que não adianta discutir) e acho que com o tempo também vão passar.
Confirmei sentimentos recentes e analisei sentimentos antigos, isso foi realmente muito útil pra mim.
E sofri de saudades, de uma forma que eu não esperava.
Amanhã voltarei pra minha nova vida e acho que vou sentir falta de viver um pouco meu 'antigo eu'. Até porque o 'novo' é muito bom sim, mas também muito difícil.
Me manter 'gente grande' na maior parte do tempo não é legal, mas será mais agradável agora, por ter alguém pra ser criança comigo ás vezes.