domingo, 15 de setembro de 2013

Tanto tempo para encontrar,
Pouco tempo para perder..

E agora temo o início do fim.

sábado, 7 de setembro de 2013

A ignorância é uma dádiva, ah é!
Nunca senti tanta saudade da ausência de conhecimento como agora.
 Disse por aqui que eu achava que podia ser eu mesma, mas acabei sendo um nada.
 Sinto que não sei mais do que gosto, do que preciso, do que temo.
Vivo por algo que não desejo tanto assim.
Minha fala já não acompanha meus pensamentos, meus sentimentos não duram mais de meio dia.
Sinto falta da liberdade que eu já tenho, mas ignorei.
Enquanto isso o tempo escorre pelos meus dedos, e todos os outros estão tão bem.
Se ao menos ignorante eu fosse, já estaria em outro mundo, com outro tudo, tão bem quanto todo mundo, no fundo, é.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O que será capaz de aquecer o coração dessa cidade tão fria?
Tanta gente apressada, tanta gente vazia.
E quase tudo sendo deixado pra trás.
Não volto mais.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Férias.

Como naquela famosa lição de volta às aulas, escrevo sobre como foram minhas férias.
Passou um semestre desde que minha vida mudou completamente, tanto que ja não lembro muito bem como eu era antes disso. Na verdade acho que agora posso ser eu mesma, sem influências diretas, nem regras diretas. E eu não sabia, nem esperava, que eu fosse assim. Não foi uma surpresa ruim.
Caí no mundo e mal tentei resistir.
Mas as férias chegaram e entrei um pouco em conflito. O ambiente em que eu vivi por 14 anos, os amigos daqui, a família...fiquei um pouco perdida. Parece que tudo isso pertence a outra pessoa.
Tentei resolver coisas que, para mim, estavam mal resolvidas. Não deu muito certo, mas estou com a consciência limpa por ter tentado, as coisas se ajeitam com o tempo. Pensei em erros que cometi, mas que não tinha percebido antes. Percebi que a maioria das pessoas que conheço continuam me fazendo muito bem. Aconteceram choques ideológicos (daqueles que não adianta discutir) e acho que com o tempo também vão passar.
Confirmei sentimentos recentes e analisei sentimentos antigos, isso foi realmente muito útil pra mim.
E sofri de saudades, de uma forma que eu não esperava.
Amanhã voltarei pra minha nova vida e acho que vou sentir falta de viver um pouco meu 'antigo eu'. Até porque o 'novo' é muito bom sim, mas também muito difícil.
Me manter 'gente grande' na maior parte do tempo não é legal, mas será mais agradável agora, por ter alguém pra ser criança comigo ás vezes.

terça-feira, 8 de maio de 2012

De repente..

Alguns dias parecem vazios, mesmo quando tudo está agitado e corrido, dentro de você sobra um espaço meio que estático. Isso já deu medo, e continua assim. O máximo que te abala são três notas de uma música muito específica de sentimentos recentes (na verdade, momentos recentes), e que só foram importantes para você. Não pelo fato em si, mas por ter descongelado um muro pela metade.
Sem concentração, muitas coisas a fazer, muitos atrasos. E essa abstração (não sei outra palavra para definir isso) não passa.
Talvez seja um mecanismo de fuga, e mudei essa frase várias vezes pois demorei pra assumir.
E escrever 'você' quando estou falando sobre mim talvez seja também uma parte dessa fuga.
Também não são só três notas.. envolvem três discografias inteiras e mais qualquer música que esteja tocando no canal de blues da tv, que escutamos antes de dormir. Nem sempre sóbrios. Nem tão inconscientes.
E mesmo nesse embalo (pausa pras três notas - que estou ouvindo agora) tudo ainda estava desse jeito, meio abstrato, estático. Tentei recongelar o muro. 
Fiz tudo da forma que eu não gosto: sem planejar, sem pensar, ponderar.
Por enquanto não me arrependi, mas querer recongelar o muro pode ter a ver com isso.
Não sei mais sobre o que eu estou falando, mas posso afirmar que esse abstrato no meio do embalo, durante os shows meia-boca, na cama cheia de blues com cheiro de álcool, nas despedidas ao nascer do sol e na incerteza da volta pros dias normais..é, não sei também o que afirmar sobre isso. Os planos sempre mudam, os conceitos sempre se transformam, e o que sobra é só agora.

As três notas estão aí: