terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Falta de educação?


Minha mãe anda reclamando dos meus palavrões..
Ok, todo mundo sabe a reação pejorativa que isso causa, também não sou tão alheia à sociedade assim.
Mas convenhamos que até os mais "santos" ja se pegaram falando no mínimo: Merda!
De acordo com o mestre torto Wikipedia:
"Uma palavra de baixo calão, popularmente conhecida como palavrão, é um vocábulo que pertence à categoria de gíria e, dentro desta, apresenta chulo, impróprio, ofensivo, rude, obsceno, agressivo ou imoral sob o ponto-de-vista de algumas religiões ou estilos de vida. "

Analisando o contexto onde os palavrões são usados, nem sempre tem um caráter agressivo, normalmente xingamos amigos de 'filho da puta', sem realmente estar pensando que a mãe dele é uma.
Eu particularmente adoro palavrão, não tem algo mais perfeito pra expressar o que se sente na hora, mesmo com um sentimento bom, tipo: Caraaalho, to feliz.
E nunca vi ninguém que não pronunciasse uma belezinha dessas ao bater o dedinho do pé na cadeira.
Portanto, pra maioria das pessoas essa é a melhor forma de liberarem um sentimento e se sentirem 'livres'. Rola muita hipocrisia também com esse assunto, muita gente que pratica vem te encher o saco pelo mesmo.
Como disse o wikipedia, isso é condenado por perspectivas religiosas e estilos de vida. Não sigo religião e meu modo de vida inclui palavrões.
Sem contar que uma pessoa não deixa de ser educada por isso, e nem tem um caráter ruim.

E fico tranquila em falar porque sei que atualmente essas palavras não têm sentido literal, e também mesmo se tivesse, foda-se!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Lembrando do tempo que passou, do quão fácil era viver. Aquela nostalgia de sempre, que já é manjada pra todo mundo.
Até porque crescer é complicado, trocar os sonhos por objetivos, traçar metas e se desfazer de coisas pra alcançá-lo.
As coisas ficam mais práticas e menos ideais, temos que amar as coisas junto com os defeitos delas, é difícil ser tão inocente.
De certa forma a gente pira, vê maldade em tudo que inicialmente é sem razão, mas por incrível que pareça o que era neurose se confirma com o tempo. Pode ser pelo medo que sentiu, ou porque o mundo é mesmo todo torto, de qualquer forma é triste.
Hoje é mais gostoso olhar a chuva do que brincar nela, de preferência acompanhado. Precisamos refletir mais do que simplesmente esquecer.
As noções de amizade também mudam, aumentamos a independência sentimental e os conselhos já não servem pra todo mundo, as experiências serão suficientes.. ou não. Até porque só paramos de errar quando morremos (eu acho). Mesmo por trás de todo acerto, tem um erro, não tem jeito.
A vida nos faz acordar, como se a infância fosse apenas um sonho bom, mesmo quando difícil. Até porque não é saudade do que a gente viveu, mas do que a gente pensou, ou deixou de pensar.
Minha maior ambição era pegar moedinhas na piscina que os adultos jogavam na madrugada de ano novo, a competição era forte entre os primos, e ainda tínhamos a opção de ganhar em outra coisa como quem fica mais tempo la dentro. As oportunidades nunca se esgotavam, assim também fica mais fácil.
Eu mantive muita coisa que me deixasse nessa época, como amores e brinquedos. Mas isso não deixou as coisas mais fáceis de lidar. Uma hora somos forçados a pensar de outra maneira, alias, toda hora.
Deixei meu amor na lembrança e os brinquedos estão na caixa, parei de fugir da realidade.
Mas a ilusão de criança vou deixar aqui, depois que os problemas se resolverem, ela pode voltar.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Exorcismo mental.


Nada demoníaco, é só sobre algumas experiências e defeitos..


Tem uma certa ideia me perseguindo ultimamente, e está me deixando intrigada o porquê ela não me apareceu antes.
Essa ideia é a de que não podemos moldar as pessoas, que podemos aconselha-las e elas até entenderão e concordarão com isso, mas elas vão voltar a ter os velhos pensamentos, as mesmas atitudes. Pode parecer óbvio, mas pra mim não era.
Passei por uma longa e cansativa experiência nisso, e esgotei todas as minhas ideias tentando ajudar alguém, mas isso só foi desgastante e inútil.
E já tive experiências menores de insistência em mostrar pras pessoas o que elas, por estarem envolvidas, não enxergam.
Acho que não sou a única a ter essa impressão de que as pessoas precisam ter a mesma noção de vida que a gente.
E sinceramente não sei se é egoísmo ou solidariedade demais.
De qualquer forma, tudo em excesso faz mal não é?
Agora sei, e dessa forma tentarei mudar esse meu vicio de 'realidade', que o que realmente muda alguém são as experiências que ela vive, até porque eu também só consigo compreender certas coisas pelas cabeçadas que eu dei antes.
E além de tudo, agora sei que se a perspectiva de vida de alguém for totalmente diferente da minha, e que eu não vou de jeito nenhum tolerar algo assim, é melhor deixar pra lá.
Direcionando isso pra relacionamentos, acho que até aquela ideia de que 'o amor muda tudo' não é da forma que as pessoas pensam, não é VOCÊ que vai fazer a pessoa mudar, é o que ela sente por você, o que dá vontade de mudar. Sendo um pouco mais gay: é o que vem de dentro.
Então não dá pra exigir, conversas são sempre necessárias e muitas coisas as pessoas realmente não percebem. Por gostar das pessoas eu sempre vou ser sincera, é um defeito/virtude meu. Mas aquela inspiração de salvadora da humanidade pra mim já não faz mais sentido, vou é me preocupar com o que EU tenho que mudar, e o que vai me tornar melhor, e acho que estou conseguindo.
Só pra não esquecer: São as experiências que transformam as perspectivas.

E estou feliz por conseguir ter várias perspectivas de uma coisa só. Afinal, meu azar na vida serviu pra alguma coisa :)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Epifania.

A desistência está mesmo reservada aos fracos?

Hoje foi um dia estranho, de muita crise existencial, muita confusão. E pensei em coisas que insisto tanto, e a tanto tempo.. mas nunca dá certo.
E crio situações irreais, idealizações.. e pequenas coisas são motivos de esperança.
Mas será que vale mesmo a pena?
Tantas coisas novas acontecem, novos objetivos, novas pessoas, novas fases.. e talvez eu esteja deixando tudo isso em detrimento de algo incerto e quase impossível.
Eu sei o bem que faria pra mim, caso eu alcançasse isso. Mas não é algo que depende só da minha força de vontade.
Sei que fiz meu máximo e fui sincera comigo. O máximo que exigi foi uma resposta concreta.
Mas indecisão não é pra mim, e acho que pra ninguém, por tanto tempo assim.
Eu prefiro enfrentar a realidade, talvez eu nem consiga engolir, esquecer, que seja.. Mas desistir, as vezes, é a melhor solução.

Não temos todo o tempo do mundo, eu pude agir a ponto de não me arrepender de não ter feito nada, estou deixando as ilusões e aceitando os fatos.

Blablabla, é isso ai.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Individualismo ou insegurança?

Diariamente nos deparamos com notícias sobre violência, desastres, injustiças e desonestidade.
E vemos que isso só é agravado com o passar do tempo.
De certa forma já se tornou comum para nós a noticia de uma morte violenta, só nos 'assustamos' quando a mídia resolve 'sensacionalizar' algum fato.
Mas a sensação de constante perigo fica no nosso inconsciente.
Certas atitudes me fazem questionar o porquê das mesmas.
Ja reparou que num ônibus vazio, as pessoas sentam longe umas das outras?
Andam com pressa com medo de um furto ao acaso, passam longe de mendigos e só saem de casa quando necessário.
Achamos que somos livres, mas ja não usamos essa 'liberdade'.
As redes sociais estão prevalecendo acima de qualquer tipo de relação interpessoal, pode parecer exagerado mas quase não conversamos pessoalmente comparando às conversas virtuais.
Sem contar os que SÓ conseguem se expressar pelo msn, e 'lá fora' se tornam quase um antissocial.
Nossa cultura está mudando e de uma maneira que particularmente acho ruim, estranho.
O individualismo, egoísmo, estão se destacando demais.
Não é só culpa do capitalismo, estamos deixando nossos valores humanos de lado.
Qualquer tragédia vira motivo da nossa total atenção, será mesmo que é porque causou um choque?
Ou serve pra animar um tédio rotineiro?

O que mais vemos é revoltados sem causa, querendo protestar por tudo mas sem desejar nada.
Acha que está fazendo muito caminhando contra a corrupção, mas até onde isso te afeta?
Não saímos de casa por medo ou porque não nos interessa mais encontrar outras pessoas?
Ou é tudo isso que está nos afastando do mundo?

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Um tiquinho de tudo.

Tem sensação melhor do que sentir o vento batendo em seu rosto?
Respirar fundo o ar puro.
Sentir o cheiro de grama, o cheiro de cachorro brincalhão.
Ouvir o silêncio, interrompido por alguns gritos "passarísticos".
Ser embriagado de cores naturais, ver o mar acima de sua mente.
Queimar-se com o calor da maior estrela, olhá-la até cegar.
Deixar o aço machucar seu dedo e reproduzir a melodia da dor.
Encontrar o que é você neste lugar. Ou perder, quem sabe.
Admirar as raízes abaixo de seus pés e com quais raízes elas se entrelaçam.
O ebulir da água. O pulso, impulso.
A contenção natural dos problemas diários.

Minha casa, meu mundo.

sábado, 19 de novembro de 2011

Sobre a vida..

Hey bactérias!

Sim, bactérias, bactérias do universo.
E não é uma ofensa, é um fato.
O que nos faz pensar sermos tão importantes? Donos do mundo..
Não somos nada, absolutamente nada.
Olhe quão colossal é a realidade a nossa volta, o mundo, o oceano, a natureza, as galaxias.
O que são nossos sentimentos, nossos amores, nossos conceitos?
Tudo pode acabar em um minuto e isso nunca vai depender de nós.
Não que vá acontecer alguma coisa, mas é tão estranho e ao mesmo tempo tão fascinante notar nossa insignificância.
Nos esforçamos pra tantas coisas só pra seguir o ritmo da sociedade. Estudar, trabalhar, ser o melhor, competir, consumir, consumir muito! Pra quê?
Estamos fazendo isso para nós ou para outros? (ou para todos?)
Seria tão melhor quebrar as correntes da cultura, das crenças, das obrigações e regras sociais.
Juro que ás vezes não vejo sentido nelas, apesar de ter consciência de que são necessárias para convivermos.
Mas isso nos deixa cada vez mais infelizes, ou felizes com coisas que não deveriam ser importantes.
E ás vezes a gente se esforça pra mostrar o quanto outras pessoas são importantes pra você, mas também não importa, é raro dar certo ou fazer as pessoas entenderem.
A gente se esforça por reconhecimento, e por mais que você saiba que está fazendo o melhor, sempre vai ter alguém pra desvalorizar aquilo..talvez nem valha tanto mesmo, mas pra você era importante.
A gente se esforça pra ser feliz, mas passa a vida inteira tentando se adequar a sociedade.
Mas a vida é um ciclo, uma hora tudo isso vai acabar e não terá feito diferença nenhuma.. somos bactérias, mas podemos aproveitar nos achando importantes e buscando a felicidade de alguma forma, pra nós faz diferença.
Queria voltar a ser menina, sem descobrir o que é a vida.
A vida é esquisita, o mundo é maior do que pensamos, e não somos nada.